
Um clarão se abre no meio do cerrado, às margens do rio Tocantins. A poeira que sobe jamais voltará ao mesmo lugar. Balsas carregam caminhões com combustíveis e gigantescas betoneiras que produzem a massa de cimento para a obra. Aos poucos o cenário vai se transformando. A construção da usina hidrelétrica de Estreito ainda está no começo. Mas, já mudou em muito as coisas por aqui. A cidade de Estreito, no lado maranhense do rio já mostra as conseqüências da obra. Por exemplo, a vinda de trabalhadores que buscam emprego no canteiro de obras é diária. A cidade de pouco mais de 25 mil habitantes já superou este número. Novas casas comerciais abertas, instituições bancárias disponíveis mostram a influência de uma obra deste porte.
Estreito sempre foi conhecida como a cidade da ponte. Construída em 1960 era parte do plano de unir a nova capital do Brasil, Brasília ao norte do país. Quem sonhou e realizou a obra, o presidente Juscelino Kubstchek de Oliveira, ganhou a homenagem, dando nome à ponte que era o maior obstáculo para a construção da rodovia Belém-Brasília. A ponte que une os estados do Maranhão e Tocantins aos poucos perde o status de estrela arquitetônica da região.
A Hidrelétrica de Estreito terá capacidade para gerar 1.087 megawatts de energia. De acordo com o Ibama, o empreendimento será um dos quatro maiores do Brasil em geração de energia.
A Hidrelétrica deverá ficar pronta em 2010 e terá reservatório de 555 quilômetros quadrados.
A construção vai atingir diretamente 11 municípios, dez no Tocantins e um no Maranhão, 5 mil pessoas serão deslocadas.
O consórcio empreendedor deverá garantir o fluxo normal de passagem de barcos pelo Rio Tocantins nas proximidades da hidrelétrica e deverá discutir com prefeituras dos municípios atingidos o subsídio ao desenvolvimento local de novas atividades econômicas. Isto inclui a necessidade de remanejamento dos pescadores e ribeirinhos que serão prejudicados sem poder pescar por cinco anos, até que as águas do lago se estabeleçam.
De qualquer maneira, a situação será diferente para quem vive às margens do rio. Ter que se deslocar e deixar para trás toda a própria história pode até não ser a pior constatação. Há também muita preocupação com a área a ser atingida pela represa, muitos acreditam que a simulação divulgada pelo consórcio não atinge a realidade do que será o lago. Por isso as discussões ainda devem ir longe.
A própria empresa, o Ibama e envolvidos na construção tem apenas a idéia teórica do impacto que a barragem vai causar. Difícil mesmo vai ser controlar as manifestações nas cidades tocantinenses que reclamam os royalties do empreendimento que foram, junto com a sede do consórcio, para o estado do Maranhão, que terá apenas a cidade de Carolina impactada. Isto porque a cidade de Estreito pode se considerar beneficiada, pois todos os impactos que acontecem lá são positivos.
Roberto Guerrero
Estreito sempre foi conhecida como a cidade da ponte. Construída em 1960 era parte do plano de unir a nova capital do Brasil, Brasília ao norte do país. Quem sonhou e realizou a obra, o presidente Juscelino Kubstchek de Oliveira, ganhou a homenagem, dando nome à ponte que era o maior obstáculo para a construção da rodovia Belém-Brasília. A ponte que une os estados do Maranhão e Tocantins aos poucos perde o status de estrela arquitetônica da região.
A Hidrelétrica de Estreito terá capacidade para gerar 1.087 megawatts de energia. De acordo com o Ibama, o empreendimento será um dos quatro maiores do Brasil em geração de energia.
A Hidrelétrica deverá ficar pronta em 2010 e terá reservatório de 555 quilômetros quadrados.
A construção vai atingir diretamente 11 municípios, dez no Tocantins e um no Maranhão, 5 mil pessoas serão deslocadas.
O consórcio empreendedor deverá garantir o fluxo normal de passagem de barcos pelo Rio Tocantins nas proximidades da hidrelétrica e deverá discutir com prefeituras dos municípios atingidos o subsídio ao desenvolvimento local de novas atividades econômicas. Isto inclui a necessidade de remanejamento dos pescadores e ribeirinhos que serão prejudicados sem poder pescar por cinco anos, até que as águas do lago se estabeleçam.
De qualquer maneira, a situação será diferente para quem vive às margens do rio. Ter que se deslocar e deixar para trás toda a própria história pode até não ser a pior constatação. Há também muita preocupação com a área a ser atingida pela represa, muitos acreditam que a simulação divulgada pelo consórcio não atinge a realidade do que será o lago. Por isso as discussões ainda devem ir longe.
A própria empresa, o Ibama e envolvidos na construção tem apenas a idéia teórica do impacto que a barragem vai causar. Difícil mesmo vai ser controlar as manifestações nas cidades tocantinenses que reclamam os royalties do empreendimento que foram, junto com a sede do consórcio, para o estado do Maranhão, que terá apenas a cidade de Carolina impactada. Isto porque a cidade de Estreito pode se considerar beneficiada, pois todos os impactos que acontecem lá são positivos.
Roberto Guerrero
Nenhum comentário:
Postar um comentário