
Entrevista com ROBERTO GUERRERO
“O ORIGINAL QUE SACODE A GALERA”
Atendendo a pedidos de alguns internautas resolvemos fazer uma entrevista com o narrador que está virando sensação no futebol do Tocantins.
Entre risadas, palavrões e lembranças ele até chora de emoção.
O que menos se falou foi em futebol.
Conheça um pouco mais da história, como ele mesmo diz, desse paraense de nascimento, imperatrizense por paixão e Araguainense por opção, Roberto Guerrero
SHOW DE BOLA: Quem é você?
ROBERTO GUERRERO: Eu sou apenas um jornalistazinho do interior. Só mais mais um rostinho bonito na TVrsrsrsrsrs.
Falando sério: sou um sonhador... daqueles caras interioranos, que na adolescência, achavam que iam mudar o mundo. O mundo mudou e eu me mudei para Araguaína.
SB: Qual é a sua história no futebol?
RG: Sou brasileiro! Só isso é suficiente. Mas andei jogando no amador do meu estado, o Pará. Quando estudava em Castanhal, ia muito aos treinos do Payssandú, na Curuze, em Belém e acabei participando de alguns eventos do clube. Nada que se diga: “Ô que maravilha!”.
SB: Você era, ou é bom de bola?
RG: Já ouviu falar em Romário???(pausa)
Pois é... Eu também ouvi(rsrsrsrss).
Jogava... jogava. Não era nenhum craque, mas também não era perna de pau. Era mais daquele tipo de jogador que está mais para capitão do time. Eu organizava bem o pessoal em campo o que acabou me rendendo o cargo de treinador. Tinha velocidade. Driblava de longe, no contrapasso do marcador, sabe como é? Aquele drible que o cara fica tentando ir na bola mas não consegue? Também batia bem as faltas de perto da área...Nada de fantástico!
SB: Que história é essa de treinador?
RG: Ah! Puta merda, não queria falar nisso! Mas, já que ta dentro deixa: Quando eu me machuquei e tive que passar um bom tempo sem jogar, o Camarão(Valdeci Rodrigues- Fundador da Portuguesa de Capitão Poço, PA), me chamou pra participar da diretoria do time, logo na primeira reunião. Falaram de tudo: planos, equipagem, convidar jogadores, campo pra treinar... Só não falaram em treinador. Aí, no dia do primeiro treino, adivinha quem assumiu a batuta?
Disputamos alguns campeonatinhos infanto-juvenis por lá e me convidaram pra treinar o Palmeiras, da mesma cidade. Era o maior rival da Portuiguesa. Meu irmão, o zagueiro Valter, jogava lá e eu fui. Já era o campeonato amador da cidade. Serio mesmo? Demos um show logo na estréia. Pegamos o bicho-papão de lá, o Volante, e metemos 4 a 2. Foi uma loucura! Não ganhamos o campeonato, mas no ano seguinte fiz meu primeiro contrato(boca à boca), com o Bonsucesso e depois veio o Guarani, o Vila Nova... Todos da mesma cidade. E aí tive que optar se seria desportista ou radialista. Eu tinha 19 anos e já falava em microfone(narrava) desde os 14. A paixão falou mais alto e eu escolhi a mais fantástica profissão do planeta, o jornalismo.
SB: Em que século era isso?
RG: Nossa! Agora lascou... Deixa ver... Anos 80. Antes de 88, que foi o ano que vim embora para Imperatriz... Depois voltei, em 90 e fiquei lá até 93... Foi isso o começo foi nos anos 80 e no começo dos anos 90 retomei até 93.
Tem mais detalhes: por exemplo, sabe quem era o centroavante do Palmeiras quando ganhamos do Volante? Era meu parceiro de seresta, o Rodolfo, músico fenomenal que, nos finais de semana tocávamos em bares e coisa e tal. Isso depois de acabar com a nossa banda, que era o Etiqueta’s, que tinha, nada mais, nada menos do que eu e o Diogo nos vocais. O Diogo é aquele que fez grande sucesso com a música “Leviana”, lembra? Até o Reginaldo Rossi gravou ela... Foi assim a minha vida. Sempre muito agitada!.
SB: E nesse meio tempo havia tempo pra fazer rádio?
RG: Porra! Já falei pra caramba e agora é que vou falar da minha maior paixão? Caraca, meu... Te prepara pra escrever:
O rádio em minha vida foi um sonho. O maior de todos os sonhos da minha vida! Talvez por causa da idade, sei lá...A gente fazia teatro no Grupo de Jovens da cidade, o MOJOCCAP, lá eu conheci pessoas que viriam a ser referências pra mim até hoje. São os melhores amigos que se pode ter: Demerval Moreno, Assunção de Castro, Valdete Castro, Genádio Miguel, Liro Mendes... Tantos... Todos envolvidos com a cultura. Fizemos festivais de música, montamos banda, pintamos o sete e bordamos o oito...Só pra você ter uma idéia, nós montamos a peça teatral “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, que depois virou filme, enfim. Eu era o João Grilo. Me colocaram por que eu era falante e desinibido, aí o Assunção, o diretor da peça, que já era radialista, comprou uma empresa de publicidade, dessas rádio cipó, conhece? As caixinhas penduradas no poste e tal... Ele me chamou pra fazer um programa lá e eu fui. Era o “Improviso Bandeirantes” que depois, quando a empresa passou a se chamar “Guajarina Divulgações”, mudei para “RJ Show de Sucessos”. RJ era Roberto Justino, meu nome original. Daí pra vida foi um pulo. Passei a fazer propaganda volante, política e aos finais de semana colocava auto-falantes na beira do campo e narrava os jogos do campeonato municipal e até dos intermunicipais. Eu e o Raimundo Barros. Excelente narrador que não seguiu carreira não sei por que. E assim foi indo. Sempre com muitas atividades. Eu tinha, na infância, o apelido de “Peru”... Nossa! Nada poderia ser mais sugestivo. Eu estava em todas(rrsrsrss)!
SB: E a vida em família?
RG: Porra, Bicho! Agora tu que me matar! Sei lá cara... Começo por onde? Já sei: Nasci de uma família porruda, no dia 30 de abril de 1965. Eram 14, sete homens e sete mulheres. Um dos homens não conheci por que ele morreu antes de mim, com cinco anos de idade. O nome dele era Carlos Alberto Justino. Quando Nasci colocaram Carlos Roberto Justino. Duas letras só de diferença. Ele sempre foi meu anjo da guarda...(choro)... Desculpa, mano!(pausa)...Te falei pra não entrar por aí...A minha família é muito linda, cara! Porra! Meus irmão, minhas irmãs... Perdemos nossa mãe em 88. Foi foda! Essa foi a principal razão por que vim embora à Imperatriz, onde já morava meu irmão de vida, Demerval. Eu já estava casado com a Antonia e já tínhamos a Roberta, minha filha mais velha. Voltei no fim do ano... ralei, ralei... Mas eu era muito burro, cara! Eu não fazia a menor idéia do valor que as pessoas tinham pra mim. Nasceu o Romário, Jesus levou com sete meses, pedi a Deus meu filho de volta e menos de um mês depois a Antonia me disse que estava grávida... Nem te conto, cara! Fiquei louco quando o moleque nasceu. Era o Rodolfo. Hoje Está aí, meu filhão. Lindo, cara! Quase mato ele de beijos no fim do ano quando estive lá. Meu filho é lindo...(choro)...(Pausa, bebe água)...tá bom, velho? Acho que não dou mais conta, não!(pausa)... Vou tentar encurtar: O meu pai, que era Promotor de Justiça, depois Juiz de Paz, mas que tinha a verdadeira profissão de sapateiro e lojista começou a sofrer. Foram quatro derrames. A desgraça do AVC(Acidente Vascular Cerebral) começou a aparecer lá por casa. Meu pai viveu cinco anos pelas mãos dos outros, bicho! Aquela mão esquerda, a mais forte que eu conheci já nem se movia. Morreu em 98. Depois descambou. A minha irmã Malôda e o meu irmão Valter morreram da mesma causa... Puta merda! Quero parar...(pausa)... O Manoel morreu esfaqueado... Foi assim, cara. Triste demais! Minhas irmãs seguraram a parada. Todos passaram a ter dificuldades... Foi indo e, com benção de Deus e a ajuda da tecnologia, hoje estamos mais unidos que nunca.
O meu casamento acabou em 93. voltei à Imperatriz. Conheci a Vanderlândia. Eu dizia que nunca mais queria saber de mulher... Mas, a Vandinha mudou tudo. Me mostrou que eu ainda podia me recuperar, sonhar, reviver das cinzas, como fênix. Voltei a escrever poesia. Passei a valorizar mais as coisas, a me valorizar... Re
tomei o trabalho com força, casamos e temos hoje duas filhas linderresésimas: a Carla de oito e a Dara de três anos. Não foi assim fácil, não, para voltar à vida. Andei dando cabeçadas sem precedentes... Mas passou. Araguaína é meu porto seguro e está ajudando muito na transformação... tô indo, cara! E essa cidade tem sido uma benção na minha vida.
SB: E esse nome de Guerrero veio de onde?
RG: Cara do céu!(enxugando o rosto) É a primeira vez que falo essas coisas sem ter que tomar umas e outras... É difícil, meu. Você derrubou uma fortaleza! Putzzz!!!... É... Sobre o Guerrero? Ah! Agora sim... dá pra falar sorrindo... maneirou, hein?...O Guerrero nasceu dessa benção maravilhosa que tenho em minha vida. Deus sempre coloca pessoas maravilhosas na minha vida. Sou um abençoado. Deus tem um plano muito bacana pra mim, só pode!
Lembra do meu irmão de vida que falei, o Demerval? Pois é: um dia nós tomávamos um daqueles muitos porres que tomamos, em Imperatriz... Era 94, se não me engano... Não! Não! Era 88, acho. Ele me disse - Porra, cumpadi, Justino é nome de pistoleiro, jagunço, roceiro... Vamos mudar pra ficar bonito no rádio – colocamos mais de cem nomes em pedacinho de papel. Era Roberto Moreno, Roberto sorriso, Roberto sei lá o quê... E no meio entrou “Guerreiro” e “Guerrero”. Deu o segundo. No outro dia quase morro de susto com um alô que ele me mandou pela rádio:
- Um abraço pro meu irmão Roberto Guerrero, que logo, logo estréia aqui no microfone da Rádio Cultura.
Eu, ainda deitado na rede de ressaca braba, pensei: - Quem será este Zinho??
Só fui lembrar que era eu quando ele chegou pro almoço ao meio dia(rsrsrsrsrsrsrs).
E aí pegou, velho! Me chama de Roberto que eu talvez não atenda. Mas falou Guerrero, tô dentro. Acho que já institucionalizou, rsrsrsrsrs.
SB: Roberto Guerrero, sem “i”, né? Obrigado pela entrevista. Muita sorte e deixe um recado para os leitores.
RG: ‘Brigado digo eu, mano! Isso aqui pra mim é muito mais do que uma entrevista. Foi um momento bacana, desses que a gente nem sabe se vai ter de novo! E falar pro Show de Bola, sendo parte dessa equipe, é como um reconhecimento... Eu disse pra vocês que sou abençoado. O Show de Bola é mais uma benção pra mim e minha família. Minha esposa, Vandinha, não sabe nem o que é um escanteio, cara. Mas, não perde um jogo! Esta semana ela me perguntou: - Esse Chimba é ruim mesmo, amor? Me surpreendi com o interesse dela. Respondi que não. O cara é bom, só não tava acertando...(rsrsrsrsrs).
Obrigado, gente. Assistam o Via Rural... Caraca, nem falei dele(rsrsrsrs). O Rodrigo e o Flávio vão me dar porrada(rsrsrsrsrsrs)!
Assistam lá. Na Redesat. Domingo as sete da manhã!
Desculpem qualquer coisa e, como falamos no show de bola, onde tiver futebol de Araguaína, vamos estar lá.
Beijos e muita luz para todos.
“O ORIGINAL QUE SACODE A GALERA”
Atendendo a pedidos de alguns internautas resolvemos fazer uma entrevista com o narrador que está virando sensação no futebol do Tocantins.
Entre risadas, palavrões e lembranças ele até chora de emoção.
O que menos se falou foi em futebol.
Conheça um pouco mais da história, como ele mesmo diz, desse paraense de nascimento, imperatrizense por paixão e Araguainense por opção, Roberto Guerrero
SHOW DE BOLA: Quem é você?
ROBERTO GUERRERO: Eu sou apenas um jornalistazinho do interior. Só mais mais um rostinho bonito na TVrsrsrsrsrs.
Falando sério: sou um sonhador... daqueles caras interioranos, que na adolescência, achavam que iam mudar o mundo. O mundo mudou e eu me mudei para Araguaína.
SB: Qual é a sua história no futebol?
RG: Sou brasileiro! Só isso é suficiente. Mas andei jogando no amador do meu estado, o Pará. Quando estudava em Castanhal, ia muito aos treinos do Payssandú, na Curuze, em Belém e acabei participando de alguns eventos do clube. Nada que se diga: “Ô que maravilha!”.
SB: Você era, ou é bom de bola?
RG: Já ouviu falar em Romário???(pausa)
Pois é... Eu também ouvi(rsrsrsrss).
Jogava... jogava. Não era nenhum craque, mas também não era perna de pau. Era mais daquele tipo de jogador que está mais para capitão do time. Eu organizava bem o pessoal em campo o que acabou me rendendo o cargo de treinador. Tinha velocidade. Driblava de longe, no contrapasso do marcador, sabe como é? Aquele drible que o cara fica tentando ir na bola mas não consegue? Também batia bem as faltas de perto da área...Nada de fantástico!
SB: Que história é essa de treinador?
RG: Ah! Puta merda, não queria falar nisso! Mas, já que ta dentro deixa: Quando eu me machuquei e tive que passar um bom tempo sem jogar, o Camarão(Valdeci Rodrigues- Fundador da Portuguesa de Capitão Poço, PA), me chamou pra participar da diretoria do time, logo na primeira reunião. Falaram de tudo: planos, equipagem, convidar jogadores, campo pra treinar... Só não falaram em treinador. Aí, no dia do primeiro treino, adivinha quem assumiu a batuta?
Disputamos alguns campeonatinhos infanto-juvenis por lá e me convidaram pra treinar o Palmeiras, da mesma cidade. Era o maior rival da Portuiguesa. Meu irmão, o zagueiro Valter, jogava lá e eu fui. Já era o campeonato amador da cidade. Serio mesmo? Demos um show logo na estréia. Pegamos o bicho-papão de lá, o Volante, e metemos 4 a 2. Foi uma loucura! Não ganhamos o campeonato, mas no ano seguinte fiz meu primeiro contrato(boca à boca), com o Bonsucesso e depois veio o Guarani, o Vila Nova... Todos da mesma cidade. E aí tive que optar se seria desportista ou radialista. Eu tinha 19 anos e já falava em microfone(narrava) desde os 14. A paixão falou mais alto e eu escolhi a mais fantástica profissão do planeta, o jornalismo.
SB: Em que século era isso?
RG: Nossa! Agora lascou... Deixa ver... Anos 80. Antes de 88, que foi o ano que vim embora para Imperatriz... Depois voltei, em 90 e fiquei lá até 93... Foi isso o começo foi nos anos 80 e no começo dos anos 90 retomei até 93.
Tem mais detalhes: por exemplo, sabe quem era o centroavante do Palmeiras quando ganhamos do Volante? Era meu parceiro de seresta, o Rodolfo, músico fenomenal que, nos finais de semana tocávamos em bares e coisa e tal. Isso depois de acabar com a nossa banda, que era o Etiqueta’s, que tinha, nada mais, nada menos do que eu e o Diogo nos vocais. O Diogo é aquele que fez grande sucesso com a música “Leviana”, lembra? Até o Reginaldo Rossi gravou ela... Foi assim a minha vida. Sempre muito agitada!.
SB: E nesse meio tempo havia tempo pra fazer rádio?
RG: Porra! Já falei pra caramba e agora é que vou falar da minha maior paixão? Caraca, meu... Te prepara pra escrever:
O rádio em minha vida foi um sonho. O maior de todos os sonhos da minha vida! Talvez por causa da idade, sei lá...A gente fazia teatro no Grupo de Jovens da cidade, o MOJOCCAP, lá eu conheci pessoas que viriam a ser referências pra mim até hoje. São os melhores amigos que se pode ter: Demerval Moreno, Assunção de Castro, Valdete Castro, Genádio Miguel, Liro Mendes... Tantos... Todos envolvidos com a cultura. Fizemos festivais de música, montamos banda, pintamos o sete e bordamos o oito...Só pra você ter uma idéia, nós montamos a peça teatral “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, que depois virou filme, enfim. Eu era o João Grilo. Me colocaram por que eu era falante e desinibido, aí o Assunção, o diretor da peça, que já era radialista, comprou uma empresa de publicidade, dessas rádio cipó, conhece? As caixinhas penduradas no poste e tal... Ele me chamou pra fazer um programa lá e eu fui. Era o “Improviso Bandeirantes” que depois, quando a empresa passou a se chamar “Guajarina Divulgações”, mudei para “RJ Show de Sucessos”. RJ era Roberto Justino, meu nome original. Daí pra vida foi um pulo. Passei a fazer propaganda volante, política e aos finais de semana colocava auto-falantes na beira do campo e narrava os jogos do campeonato municipal e até dos intermunicipais. Eu e o Raimundo Barros. Excelente narrador que não seguiu carreira não sei por que. E assim foi indo. Sempre com muitas atividades. Eu tinha, na infância, o apelido de “Peru”... Nossa! Nada poderia ser mais sugestivo. Eu estava em todas(rrsrsrss)!
SB: E a vida em família?
RG: Porra, Bicho! Agora tu que me matar! Sei lá cara... Começo por onde? Já sei: Nasci de uma família porruda, no dia 30 de abril de 1965. Eram 14, sete homens e sete mulheres. Um dos homens não conheci por que ele morreu antes de mim, com cinco anos de idade. O nome dele era Carlos Alberto Justino. Quando Nasci colocaram Carlos Roberto Justino. Duas letras só de diferença. Ele sempre foi meu anjo da guarda...(choro)... Desculpa, mano!(pausa)...Te falei pra não entrar por aí...A minha família é muito linda, cara! Porra! Meus irmão, minhas irmãs... Perdemos nossa mãe em 88. Foi foda! Essa foi a principal razão por que vim embora à Imperatriz, onde já morava meu irmão de vida, Demerval. Eu já estava casado com a Antonia e já tínhamos a Roberta, minha filha mais velha. Voltei no fim do ano... ralei, ralei... Mas eu era muito burro, cara! Eu não fazia a menor idéia do valor que as pessoas tinham pra mim. Nasceu o Romário, Jesus levou com sete meses, pedi a Deus meu filho de volta e menos de um mês depois a Antonia me disse que estava grávida... Nem te conto, cara! Fiquei louco quando o moleque nasceu. Era o Rodolfo. Hoje Está aí, meu filhão. Lindo, cara! Quase mato ele de beijos no fim do ano quando estive lá. Meu filho é lindo...(choro)...(Pausa, bebe água)...tá bom, velho? Acho que não dou mais conta, não!(pausa)... Vou tentar encurtar: O meu pai, que era Promotor de Justiça, depois Juiz de Paz, mas que tinha a verdadeira profissão de sapateiro e lojista começou a sofrer. Foram quatro derrames. A desgraça do AVC(Acidente Vascular Cerebral) começou a aparecer lá por casa. Meu pai viveu cinco anos pelas mãos dos outros, bicho! Aquela mão esquerda, a mais forte que eu conheci já nem se movia. Morreu em 98. Depois descambou. A minha irmã Malôda e o meu irmão Valter morreram da mesma causa... Puta merda! Quero parar...(pausa)... O Manoel morreu esfaqueado... Foi assim, cara. Triste demais! Minhas irmãs seguraram a parada. Todos passaram a ter dificuldades... Foi indo e, com benção de Deus e a ajuda da tecnologia, hoje estamos mais unidos que nunca.
O meu casamento acabou em 93. voltei à Imperatriz. Conheci a Vanderlândia. Eu dizia que nunca mais queria saber de mulher... Mas, a Vandinha mudou tudo. Me mostrou que eu ainda podia me recuperar, sonhar, reviver das cinzas, como fênix. Voltei a escrever poesia. Passei a valorizar mais as coisas, a me valorizar... Re
SB: E esse nome de Guerrero veio de onde?
RG: Cara do céu!(enxugando o rosto) É a primeira vez que falo essas coisas sem ter que tomar umas e outras... É difícil, meu. Você derrubou uma fortaleza! Putzzz!!!... É... Sobre o Guerrero? Ah! Agora sim... dá pra falar sorrindo... maneirou, hein?...O Guerrero nasceu dessa benção maravilhosa que tenho em minha vida. Deus sempre coloca pessoas maravilhosas na minha vida. Sou um abençoado. Deus tem um plano muito bacana pra mim, só pode!
Lembra do meu irmão de vida que falei, o Demerval? Pois é: um dia nós tomávamos um daqueles muitos porres que tomamos, em Imperatriz... Era 94, se não me engano... Não! Não! Era 88, acho. Ele me disse - Porra, cumpadi, Justino é nome de pistoleiro, jagunço, roceiro... Vamos mudar pra ficar bonito no rádio – colocamos mais de cem nomes em pedacinho de papel. Era Roberto Moreno, Roberto sorriso, Roberto sei lá o quê... E no meio entrou “Guerreiro” e “Guerrero”. Deu o segundo. No outro dia quase morro de susto com um alô que ele me mandou pela rádio:
- Um abraço pro meu irmão Roberto Guerrero, que logo, logo estréia aqui no microfone da Rádio Cultura.
Eu, ainda deitado na rede de ressaca braba, pensei: - Quem será este Zinho??
Só fui lembrar que era eu quando ele chegou pro almoço ao meio dia(rsrsrsrsrsrsrs).
E aí pegou, velho! Me chama de Roberto que eu talvez não atenda. Mas falou Guerrero, tô dentro. Acho que já institucionalizou, rsrsrsrsrs.
SB: Roberto Guerrero, sem “i”, né? Obrigado pela entrevista. Muita sorte e deixe um recado para os leitores.
RG: ‘Brigado digo eu, mano! Isso aqui pra mim é muito mais do que uma entrevista. Foi um momento bacana, desses que a gente nem sabe se vai ter de novo! E falar pro Show de Bola, sendo parte dessa equipe, é como um reconhecimento... Eu disse pra vocês que sou abençoado. O Show de Bola é mais uma benção pra mim e minha família. Minha esposa, Vandinha, não sabe nem o que é um escanteio, cara. Mas, não perde um jogo! Esta semana ela me perguntou: - Esse Chimba é ruim mesmo, amor? Me surpreendi com o interesse dela. Respondi que não. O cara é bom, só não tava acertando...(rsrsrsrsrs).
Obrigado, gente. Assistam o Via Rural... Caraca, nem falei dele(rsrsrsrs). O Rodrigo e o Flávio vão me dar porrada(rsrsrsrsrsrs)!
Assistam lá. Na Redesat. Domingo as sete da manhã!
Desculpem qualquer coisa e, como falamos no show de bola, onde tiver futebol de Araguaína, vamos estar lá.
Beijos e muita luz para todos.

Ping Pong com Roberto Guerrero
Time que torce?
Vários: Vasco é o número um, depois vem Paysandu, Corinthians, Araguaína, Cavalo de Aço e a seleção Canarinha.
Um sonho:
A felicidade plena da minha Família.
Religião?
Catolississímo(Católico). Tenho muito orgulho de pertencer à religião fundada por Jesus.
Decepção?
A política brasileira, corrupção!
Ídolos:
Não idolatro ninguém. Apenas amo e respeito.
Mania?
Cantar.
Defeito?
Me achar o cara. Tenho que parar com isso! É ridículo!
Qualidade?
Humano e humilde.
Frase:
“Sinto muito, mas não pretendo ser um Imperador”!
Charles Chaplim.
Recado:
Sonhem menos e realizem mais. A vida é feita de atos e não de pensamentos!
Time que torce?
Vários: Vasco é o número um, depois vem Paysandu, Corinthians, Araguaína, Cavalo de Aço e a seleção Canarinha.
Um sonho:
A felicidade plena da minha Família.
Religião?
Catolississímo(Católico). Tenho muito orgulho de pertencer à religião fundada por Jesus.
Decepção?
A política brasileira, corrupção!
Ídolos:
Não idolatro ninguém. Apenas amo e respeito.
Mania?
Cantar.
Defeito?
Me achar o cara. Tenho que parar com isso! É ridículo!
Qualidade?
Humano e humilde.
Frase:
“Sinto muito, mas não pretendo ser um Imperador”!
Charles Chaplim.
Recado:
Sonhem menos e realizem mais. A vida é feita de atos e não de pensamentos!
Esse kra é d+. Alem de tudo é excelente ator. Precisavam vê-lo no papel de chicó, do Auto da compadecida! Nós que convivemos com ele o adoramos no mais alto grau.
ResponderExcluirEi, vcs do Tocantins, cuidem bem dessa jóia. Ele é a joia do nilo (guamá). Não tem cotação suficiente pra esse kra.
Compade, Deus lhe guarde e aos seus.
ei, compade tamos no ar com a terra fm, 104.9.
ResponderExcluirto pilotando de 08 as 12.
Mande noticias do seu sucesso, viu!
SONHOS E ILUZOES NADA MAIS SO ISSO.
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