quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Ainda tem boi gordo

A crise financeira internacional ameaça a nossa pecuária?

A resposta é não!
O Brasil é fortíssimo e o setor é sustentável. O que está fazendo a diferença, principalmente para os produtres do norte do Brasil, chama-se "especulação".
O valor da arroba do boi gordo no Tocantins, por exemplo, que possui o maior rebanho do norte do país(7 milhões de cabeças) é, em média, 30% mais barata do que o preço de São Paulo e Mato Grosso. E, olha o absurdo, até 45% mais barata do que a média CEPEA, na bolsa de valores.
Os pecuaristas de cá falam de tudo: Que não há reposição de matrizes; que a Rússia não está importando; que os frigoríficos estão fechando; que falta bezerros, boi magro e até os insumos levam a culpa...
Temos algumas das melhores fazendas do Brasil. Genética fortíssima. Criadores atualizados, controle de saúde e sanitário, mas nos falta o principal: "Poder de Barganha".
Ainda hoje somos tratados pelas "autoridades" brasileiras como um estado juvenil, garoto, menino, sem a menor experiência. E, aceitamos isso calados pela ordem, de uma meia dúzia de politiqueiros especuladores, que não perdem tempo em aumentar seus patrimônios em troca de "favores", disfarçados de exploração.
Só pra se ter uma idéia: A questão exportação para a Rússia repercutiu tanto e ocupou tanto o tempo de nossos "líderes", que esquecemos até que este montante de exportação para aquele país não ultrapassa os 3%, ou seja, insignificante!
No melhor estilo "factóide", nossas mentes são desviadas para não perceber a exporação desacerbada nos mais diversos setores da nossa economia e, por assim dizer, produção de energia alimentar e combustíveis, renováveis ou não.
Este é grande mal de ser pequeno!

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