terça-feira, 30 de março de 2010

Obrigado, Mestre!

Gandhi mostrou ao mundo como reagir sem precisar agredir, ferir ou violentar...
Armando mostrou como reportar, protestar, convencer e realizar com a elegância da palavra e do jornalismo verdadeiros.
Penso na Poesia como caneta serelepe que não se contenta em sói pensar e passa a escrever o que sente. Armando me passa essa imagem.
Quando ele fala: "A tabela entre Pelé e Tostão é a prova da existência de Deus!". Fica claro que ele está mais pensando do que escrevendo. Sai de seu cérebro o mais puro sentimento que ressoa nas entranhas do corpo, que mete medo a qualquer ser normal em descrever esse sentimento. Mas, em Armando era diferente... O sentimento fluia pelas veias, tendões, espírito, alma e iam direto pra mão, pra caneta, pro papel...Em suma: Verdade!
Sei que nossa profissão é controversa. Jornalistar, além de descrever e opinar é tambem transgredir, estuprar fronteiras, corroer preceitos e preconceitos.
É contexto!
Persuasão!
Sentimento!
Parir a notícia é fugir do factual. Criar argumentos. Justificar argumentos!
Ser factual é absorver fatos e repassá-los.
Entre as duas formas de jornalistar, a diferença está na parte não entendida do cérebro. De onde a criatividade se rende à poesia e a maestria se inicia com a transmissão da verve por circuitos, parecidos, mas diferentes. Um chega logo. saca rápido! O outros demora mais, por que vem mais pesado e mais pensado. Trás na essência a força do sentimento, do espírito, da alma. Argumentação!
Falo disso pra tentar explicar a diferença entre escrever e se entendido e escrever e ser compreendido!
Não sei diferenciar uma da outra. Não tenho a psicografia do Armando. Mas, acho que tem que haver explicação pra justificar tudo o que aprendemos com Ele. Afinal foi com ele que o Brasil aprendeu a respeitar a mais fantástica de todas as profissões!
Roberto Guerrero

Nenhum comentário:

Postar um comentário