Pra quem não sabe, o “Padrão de jogo” nada mais é do que a forma de se jogar. Ou seja, antigamente se jogava com 4-3-3, quatro defensores, três meio-campistas e três atacantes. O objetivo, claro, era o ataque. Lembro por exemplo da seleção brasileira de 70. O técnico João Saldanha dizia que não importava quantos gols o time tomasse, importante era os que fazia. Placares de 4 a 2. 5 a 3 eram comuns.
Com a “marquetização” do futebol, veio a obrigação de não tomar gols, dizem hoje que meio a zero ta bom, é vitória. O que importa são os três pontos.
‘Tá bom! Quero os três pontos, claro. Mas a torcida quer futebol arte, bem jogado. Como fazer pra unir as duas coisas?
É o que se busca hoje com jogadores de dupla e até tripla função: desarme, armação e conclusão(cito aqui como exemplo o Hernandes do São Paulo).
Quando se joga com dois cabeças-de-área, a idéia é liberar os alas para apoiar o ataque. Coloca-se mais dois jogadores no meio de campo e “prendemos” a saída de bola do adversário. Até aí tudo bem. A idéia é jogar pelas pontas. Mas, o adversário também lota o meio de campo de jogadores. Por onde meu goleiro vai sair jogando? Mandar o chutão pra frente favorece o adversário que está de frente, correto?
Então a saída é com os zagueiros, já que os alas estão adiantados. Eis o padrão de jogo do futebol moderno!
No Araguaína entraram contra o Tocantinópolis o Ernando e o Bruno. Deram um show, no que diz respeito a padrão de jogo. Via-se a bola rolar de um lado pra outro na intermediária defensiva, a espera de um melhor momento pra tentar o ataque. Até os dois cabeças-de-área, o Adenilson e o Gilmar, tiveram espaço pra mostrar que sabem jogar na posição(e muito bem, diga-se de passagem). O Cris, pela ala direita e o Marquinhos na esquerda, apareceram pro jogo. Apoiaram e até o Marquinhos fez gol. Coisa que nos jogos anteriores, nem nesse contra o Ipiranga a gente viu.
O time voltou a jogar na base do chutão e seja lá o que Deus quiser.
Nada contra o Clayton Mineiro, mas o estilo “Júnior Baiano” de jogar acabou.
Quero entender a declaração do Luís Márcio que disse que os dois, Clayton e Vagner voltariam ao time por que não saíram por deficiência técnica. Ora bolas! Se isso não é deficiência técnica, então o que é?
Ser ruim como o Chimba, que posa de craque e sequer sabe dar sequência aos lances. Eu vi! Ninguém me contou!
Por favor, meu treinador! Te cuida por que o Intercap tem padrão de jogo, eu vi contra o Tocantinópolis. Eles saem direitinho com a bola dominada de pé em pé.
Penso que é hora de voltar pelo menos o Ernando no lugar do Clayton pra ir mudando, afinal já percebi que em termos de mudança com você é na base do: “...é devagar, é devagar, é devagar, é devagar, devagarinho...”.
Roberto Guerrero
Nenhum comentário:
Postar um comentário