Agora que amansei a fera, posso lascar a porrada daqui “praí” e esperar a rebordosa. Alguns “emeios” que recebi falaram bem da primeira coluna e cobraram-me aquele “peru velho de guerra” que botava, literalmente, a boca no trombone, sem ferrolho nem tramela. Então vamos nessa!
Não quero e nem devo aqui refutar nenhum tipo de argumento ou história e estórias acontecidas na minha ausência de nossa cidade, mas, não posso calar, principalmente daqui pra frente já que o contato foi restabelecido.
No fusca do Romildo Rosa(o azul com o som em cima, quem não lembra?), uma leva de estudantes e integrantes da comunidade se revoltava, um belo dia, pela decisão da Secretaria Estadual da Educação que nomeou a Professora Regina como diretora da nova Escola Estadual Padre Vitaliano Maria Vari, em detrimento da, sempre muito querida, Irmã Maria Pereira Bragança, que, até então, era a diretora do ensino médio na Escola Carlos de Azevedo, que fechava as portas. Nas ruas mais de 80 pessoas gritavam palavras de ordem. Imploravam a manutenção da irmã Maria na direção e não tinham nenhuma vergonha de encarar uma manifestação daquelas, mesmo sem saber direito, a que cargas d’água pretendia, o governo, levar a educação no município. Não houve, naquele dia, em nenhum momento, qualquer tipo de ofensa, agressão ou retaliação(muito embora o ato a intimidasse, obviamente) à pessoa, também tão querida, da Professora Regina Maria Andrade Sales. Pelo contrário. Aquela manifestação tinha uma razão de ser e, definitivamente, não era denegrir ninguém. A calmaria e a qualidade de ensino, à época, é que precisavam ser mantidos, segundo a idéia da maioria.
Este relato que agora escrevo, me retrata exatamente o espírito de municipalismo que existia entre os munícipes da nossa Capitão Poço. Não pelo saudosismo, mas pela falta deste espírito, coisa que tenho observado, que ora, ou talvez, há tempos, em nossa cidade está imperando.
A história se encarregou de contar o resto dessa história. A professora Regina fez um trabalho fantástico na educação do município. A Irmã Maria Bragança entrou para a história como a mais rígida e querida diretora, reconhecida principalmente hoje que aceitamos a importância daquelas levantadas nas calças do uniforme, para ver se a farda estava completa. Como aprendemos a ser disciplinados!
Moral da história: O desejo da comunidade pode não ter sido atendido de primeira, mas a manifestação abriu os olhos de quem, por ventura, achava que podia fazer o que quisesse no governo que aquele povo “pacato” aceitaria. Não é, Coronel Alacid??
Agora a maior de todas as lições é: Essa e nenhuma história podem ser esquecidas pela nossa gente. Que sirvam de inspiração para muitas outras lutas que virão e, para isso, precisamos estar juntos e unidos.
Quanto àquele menino de cerca de 15 anos que bradava ao microfone do fusca azul: “é ela que nós quer! É ela que nós quer!” aprendeu que se tirar o acento agudo do “nós”, ela iria nos querer. E que, se manter o acento e inverter o verbo com o pronome vai dar um nó, um não, vários nós na vida por que “é ela que quer nós!”
Amo Capitão Poço,
Roberto Guerrero
Em 30/01/2009
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